12 de julho de 2011

Temporada de Filmes - Caso 39

Espero que todos entendam o porquê de uns tempos para cá meu assunto constante ser filmes. Graças ao mágico site Groupon eu consegui uma promoção onde posso pedir até 3 filmes por dia, todos os dias da semana (menos domingo). Por isso os próximos tópicos serão os que mais me chamaram a atenção entre os 3 diários.
O filme do dia é o "Caso 39" com a Reneé Zellweger (famosa graças aos filmes da Bridget Jones) e a Jodelle Ferland (que fez também "Silent Hill" e uma nova-vampira em "Eclipse") que interpretam uma assistente social idealista e uma menina que precisava de ajuda.
Reneé consegue salvar a menina de uma tentativa de assassinato (cuja tentativa foi feita pelos próprios pais da menina) com a ajuda de um amigo policial. A pedido da menina ela então pede a sua guarda provisoriamente, até que uma família seja encontrada.
O que ela não esperava era que o problema poderia ser a menina e não os pais. O fim é muito previsível e tudo mais, mas eu fiquei impressionada mesmo foi com a menina, Jodelle. Ela já é uma figura meio carimbada de meninas amaldiçoadas e graças aos extras eu pude ver que para ela não passa de uma brincadeira! Eu recomendo o DVD também pelo fato do final alternativo (nos extras) ser muito mais interessante do que o escolhido pelo diretor. Eu recomendo a todos. Bom filme!

7 de julho de 2011

Meia noite em Paris

Fui aos cinemas assistir esse filme que foi altamente recomendado por um amigo fã de cinema e que por isso agradeço muito.
O filme se passa em Paris (que depois da Disney se tornou a minha meta) onde Gil (Owen Wilson), um escritor frustrado com seu trabalho como roteirista hollywoodiano e Ines (Rachel McAdams), sua noiva, viajam a passeio na aba dos sogros, que foram a trabalho.Durante a viagem, entre compromissos com o chatíssimo Paul (Michael Sheen) e sua esposa e decisões sobre o casamento Gil consegue momentos de paz em sua cidade perfeita quando foge com seus escritores favoritos de 1920 toda a noite.
Ele então recebe lições sobre amor, literatura, humildade, enfim, de vida. Foi um filme muito legal e ao mesmo tempo um pouco previsível, mas eu acho que foi extremamente charmoso, do começo ao fim.
Acho que fez todas as pessoas que estavam na sessão pararem para pensar na vida, nas escolhas que todos temos que tomar. É quase um tapa na cara que nos força a acordar e rever nosso caminhos. Eu recomendo a todos! Até a próxima

16 de junho de 2011

Uma despedida diferente

O homem ao lado não é um louco que acha que pode pescar no cimento. Não, ele é um pai louco e dedicado. E isso é totalmente diferente.
O americano (para variar a loucura veio do hemisfério Norte) Dale Price, que mora em Utah, decidiu fazer diferente para receber o filho quando o mesmo chegasse da escola. A mais de 100 dias escolares ele recebe o filho fantasiado. Já foram princesas como Ariel, Bela e Branca de Neve, uniformes militares, chapeuzinho vermelho, Legolas, Gandalf e Frodo, Anakin Skywalker e a Princesa Leia, entre outras. A que eu escolhi para ilustrar o post de hoje é de quando ele finge ser um pescador esquimó que abriu um buraco no gelo para pescar.
Para todas as pessoas que acham que o filho (que tem 16 anos) se sentiria um pouco embaraçado o pai garante no blog ( http://waveatthebus.blogspot.com/ ) que ele nasceu com bom-humor no sangue e que os amigos também adoram.
Desde nova eu ia para o colégio de ônibus público. Quando descobri que lá nos EUA o ônibus é da escola e vem buscar em casa eu quis que importássemos isso, o que, infelizmente, não ocorreu. Mas garanto que, se um dia isso acontecesse, queria meu pai me esperando fantasiado, de cachorro de preferência, ele sabe por quê. Boa noite para todos aqueles que têm pais normais, como os meus.

14 de junho de 2011

O Fabuloso Destino de Amelie Poulain

Hoje eu vou escrever sobre um filme que me marcou bastante. Eu já tinha visto a capa desse DVD diversas vezes nas Lojas Americanas e o olhar da Audrey Tautou (que faz a própria Amelie Poulain) sempre me intrigou de uma forma muito parecida com a Mona Lisa. É aquele olhar de quem sabe um segredo que eu quero saber.
Fui assistir ao filme com curiosidade, mas acreditando não ser nada demais, era apenas o "dever de casa" do curso de francês. E fui surpreendida, coisa que adoro.
Eu nunca tinha assistido a um filme francês e o humor, as piadas, as sutilezas, tudo me encantou. É impressionante como podemos ser cegos! Eu, que era limitada a blockbusters americanos, tive os olhos abertos. Teve outro filme (mas esse meio americano, meio australiano), "Mary e Max- Uma amizade Diferente", que também sai dos padrões do cinema americano, mas fica para uma próxima.
O filme conta a história da jovem Amelie que vive com os pais que amam a rotina e coisas bobas como limpar a bolsa e colocar tudo de volta, repetidamente. Seu pai, que é médico, decidiu durante a infância da menina que ela não deveria ir à escola, pois durante os exames mensais o coração da menina estava sempre disparado. O que ele nunca suspeitou era que esse fato acontecia porque como eles não possuíam nenhuma proximidade ela sempre ficava nervosa durante os exames. Amelie cresceu e se tornou uma mulher muito presa ao próprio mundo que decide que deveria intervir na vida de várias pessoas, agindo como a "mão do destino". É um filme muito especial e eu recomendo a todos. Bom filme!

8 de junho de 2011

Consumismo

Se teve uma coisa que eu já esperava mas jamais pense que poderia ser tão forte é o consumismo nos EUA. Dentro dos parques e em lugares como o Wall-Mart tudo está a venda e por um preço irrisório.
Nos parques a mentalidade é a seguinte: invente todas as coisas possíveis com a temática de um brinquedo (desde camisetas e canecas até slides e miniaturas de tudo), não importa se é lógico, o que importa é o fato que quando saímos dos brinquedos e somos jogados na loja e somos inundados de coisas bonitinhas (e a maioria totalmente desnecessária) com a imagem do brinquedo a nossa adrenalina e endorfina estão no máximo e estamos mais suscetíveis a loucuras consumistas.
Já em locais como o Wall-Mart, que vende de pão e bolo até eletrônicos e itens para jardim, tudo é tão barato que é impossível parar a cabeça de fazer a conversão para o real e ver o absurdo que é a diferença. Por fatos como esse que no ano de 2010 o brasileiro gastou mais em Miami e em Orlando do que em todas as cidades brasileiras com o turismo. Algumas pessoas vão mais pelas compras e o passeio aos parques se torna uma consequência e até um descanso. A parte de eletrônicos (com computadores, Ipods, etc) foi onde eu senti a diferença mais brutal. Alguns itens você compra por menos da metade do preço do Brasil, é absurdo.
Deixando isso de lado um pouco, a realidade do americano é totalmente diferente da nossa. Mesmo estando acostumados com os preços esse fato torna tudo lá altamente descartável, em todas as esferas, principalmente na comida. Comida semi-pronta, que só precisa ir ao microondas ocupa um espaço considerável na parte alimentícia. Eu não consegui evitar imaginar a imensa parte que isso tem no aumento da taxa de obesidade de lá.
Antes da viagem eu sempre imaginei que o americano era obeso e consumista por pura preguiça e tudo mais mas depois da viagem eu me peguei pensando se por acaso a situação fosse inversa, o Brasil com as condições de lá, se a coisa seria muito diferente. É um caso a se pensar.

7 de junho de 2011

O sonho de uma vida

Oi gente, estou de volta! Eu fiquei esse tempo sem postar devido a minha viagem a Disney. Foi uma das melhores experiências da minha vida e também uma das mais aguardadas. Desde os 8 anos de idade fui induzida pela Disney Cruj (quem foi criança na década 90 sabe do que eu estou falando) a sonhar com o dia que eu iria voluntariamente para o Elevador Fantasma que tem uma queda de 30 metros. Depois de anos esperando meu sonho se tornou realidade nesse fatídico mês de Maio de 2011.
Espero que todos entendam porque hoje, o primeiro dia depois que cheguei, eu preciso falar sobre isso. Foi uma experiência tão diferente de tudo que já vivi... Eu fiquei sem pais por duas semanas, em um país estranho com outra moeda e outra língua. Foi uma sensação boa e ruim ao mesmo tempo de liberdade com saudade. Eu tive que me virar e não precisei dar satisfações a ninguém, só ligava a noite para avisar que ainda estava viva.
Para pessoas que vão pela primeira vez a Disney o normal é que um guia acompanhe e foi o que aconteceu comigo mas eu tive o melhor guia de todos: o meu namorado. Como ele já conhecia os brinquedos e me conhecia ele fez com que todas as experiências acontecessem na hora certa, no brinquedo certo. Ele foi o melhor companheiro de viagem que eu poderia pedir.
Os EUA é tudo que eu sempre esperei e soube: comida se resume a hambúrguer e frango frito, basicamente; o povo é distante e muito consumista e obeso; tudo é vendido a preço de banana e nos parques todos te amam(eles são pagos para isso); nenhuma dessas coisas tirou a magia que a Disney (que nesse ponto é melhor que a Universal) cria. Desde os brinquedos que só a música me arrepiava com as lembranças da infância até os shows de fogos e de iluminação no castelo da Cinderela. Tudo é mágico, quando dizem que você volta a ser criança não estão mentindo. Você vê gente de todas as idades brincando e se divertindo e acaba brincando junto.
Já na Universal os brinquedos são mais emocionantes, principalmente no Islands of Adventure, e é muito mais pensando em ser um parque mesmo com os melhores e mais loucos brinquedos, no que eles são completamente bem sucedidos.
Conheci pessoas maravilhosas no shuttle, no avião e nos parques onde nós (brasileiros) estamos dominando. Para cada família americana que conheci tiveram umas 4 brasileiras, é difícil acreditar mais é verdade. Parabéns ao L. que venceu a fama de fraco de carrossel e enfrentou as montanhas-russas, um grande coração para a E., coragem nas montanhas russas para a C. e a F. e tudo de bom para o M. e para a E. e ao filho deles que ficou lindo de Peter Pan.
Eu vou parando por aqui porque sei que se eu falar mais um pouco vou falar demais e estragar surpresas para pessoas que nunca foram. Recomendo a viagem para todos, é de mudar vidas, mudou a minha.

14 de maio de 2011

Disney

Diversos motivos (inclusive o site blogger fora do ar) me impediram de publicar algo aqui no blog nos últimos dias e por isso eu peço desculpas.
Eu vim avisar que nos próximos dias eu também não vou postar pois estarei na Disney, em Orlando. Eu volto no dia 2 de Junho e, se tudo correr normalmente, no dia 3 eu estarei de volta postando. Vou sentir falta! Até e nos vemos na volta.

11 de maio de 2011

O primeiro da Turma

O tema de hoje vai ser um filme que me tocou para valer. Ele conta a história de Brad Cohen que desde a infância possuía a Síndrome de Tourette (um distúrbio neurológico onde o cérebro manda sinais confusos para o corpo) mas até o momento em que sua mãe (pois nenhum psicólogo dentre os vários que ele consultou viram nada além do suposto trauma do divórcio) descobriu a doença passou por muitos momentos difíceis. Todas as pessoas acreditavam que era pura birra do menino, incluindo seu pai. Uma das amigas da mãe chega até a sugerir um exorcismo.
Ele então mudou de colégio para um recomeço e tudo indicava que o pesadelo da antiga escola iria se repetir quando o diretor dá uma lição de moral e civilidade ao colégio inteiro. A perspectiva de que o estudar não precisa ser um castigo então aparece.
Logo depois sua mãe decide levá-lo a um encontro para pessoas com o distúrbio. Chegando lá tudo que encontra são pessoas deprimidas e reprimidas pela sociedade e pelos pais, é ai que ele decide sua filosofia de vida: "não deixar o Tourette vencer, ele ia ser normal, custe o que custar". Essas duas experiências fazem com que o magistério seja sua escolha de vida.
Ele se formou na faculdade com méritos e ótimas recomendações mas isso não impediu que o preconceito fizesse com que ele fosse rejeitado mais de 20 vezes em diversos trabalhos.
Os dilemas com seu pai, com trabalho e, como de hábito, com o amor, acabam todos resolvidos e eu fiquei muito feliz com o fato que essa história é real. São pessoas como ele que me fazem ainda ter esperanças na humanidade.

10 de maio de 2011

Insegurança nos Aeroportos Cariocas

Bom, como alguns devem saber no dia 18 eu vou viajar para os EUA, mais precisamente para Orlando, para conhecer a Disney. Para mim é um sonho que irá se tornar realidade mas de uns tempos para cá eu me dei conta que o sonho pode virar pesadelo.
Há mais ou menos um mês eu fiquei sabendo de uma conhecida, a N., que na volta da Disney tanto ela quanto uma amiga tiveram as malas arrombadas e laptops roubados. Foram reclamar e vão receber o dinheiro de volta mas elas jamais vão comprar um computador com a mesma potência pelo mesmo valor aqui no Brasil. Eu pensei comigo mesma: "Relaxa, isso é um caso isolado". E então eu vejo no jornal que, no mês de Abril, por exemplo, o número de incidentes mais que duplicou. O descaso e a certeza de impunidade chegam ao ponto de que em uma das malas ( não da N., mas sim de outro caso que foi divulgado) foi encontrada uma luva utilizada pela equipe que trabalha no transporte de malas no Galeão. Coisas simples como a instalação de câmeras não ocorrem quando, além de inibir os espertinhos, também provaria quem está agindo de forma tão desprezível. É impressionante que o país que vai receber dois eventos tão importantes como Copa e Olimpíadas pode estar tão fora de forma! As obras estão atrasadas e os aeroportos, além de ultrapassados e sujos, são inseguros! Meu medo por um vexame em nível mundial só faz aumentar.
Pensando agora eu realmente espero que a minha viagem corra bem porque além do fantasma da mala arrombada eu ainda tenho a minha mãe morrendo de medo de uma retaliação da Al Qaeda acontecer bem no meu avião. Cruzem os dedos!

9 de maio de 2011

Uma Torre de Babel Literária

A argentina Marta Mijunin, que é considerada um ícone irreverente e único da cultura moderna, decidiu que era hora de inovar. Depois de um Paternon com livros proibidos pela ditadura, uma Estátua da Liberdade em morangos e Vênus de Milo de queijo a inovação agora foi uma Torre de Babel montada por milhares livros de várias línguas e países diferentes. Também foi uma forma de homenagear a cidade de Buenos Aires, que foi eleita a cidade do livro de 2011 pela Unesco.
Achei muito divertida a idéia e gostaria de ver uma lista dos livros usados pela artista. Será que "Dom Casmurro" ou "Memórias Póstumas de Brás Cubas" foram escolhidos? Quem sabe. Viva a arte moderna!

8 de maio de 2011

Um dia das mães diferente


Primeiramente eu queria pedir desculpas por não ter postado ontem. A tecnologia continua a me odiar e excluir e minha internet se negou a funcionar.
Seguindo em frente eu gostaria de dar parabéns as mães nesse dia tão especial. Eu sei que é clichê mas eu acho importante dar valor a pessoa que acaba com a coluna, o corpo e várias outras coisas só pelo desejo de colocar mais um ser humano no mundo. É muita determinação principalmente porque todos já vimos como as contrações podem ser avassaladoras.
Eu acho que esse dia das mães é ainda mais especial se avistarmos o fato que foi aprovada a Lei que aprova a união entre homossexuais. Finalmente. Há anos que o mundo inteiro percebeu que ser homossexual não é um problema psicológico (nos anos 90 ele deixou de ser considerado um distúrbio pela psicologia) e que os homossexuais vieram para ficar.
Desde o começo eles lutaram pelos seus direitos e pela igualdade quando a sociedade incentivava o preconceito.
Depois de vários países estenderem o casamento e outros direitos civis eu acho que até demorou para o Brasil se render de vez. A felicidade de alguém não deve ser limitada pelo estado pois cada um é livre para fazer o que quiser contanto, é claro, que isso não afete a liberdade do outro.
Espero que o mundo continue em rumo a uma realidade com menos preconceito e mais consciência. Parabéns a todas as mães, que seu filho tenha um pai e uma mãe, dois pais ou duas mães, o que importa é o amor.

6 de maio de 2011

Academia Louca Coreana

Quando eu vi essa notícia eu vi que valia a pena comentar por vários motivos, por isso, vamos começar.
Ao contrário do que muitos devem estar pensando a foto acima não é de nenhuma comemoração de vitória de alguma guerra mas sim uma comemoração de dia das crianças na Coréia do Sul. Por algum motivo, e por mais que eu tente é difícil, eu não consigo pensar em um motivo plausível para esse, por assim dizer, comportamento.
Tudo bem que a Coréia do Sul vive em conflito com a sua outra metade do Norte, mas mesmo com um ditador excêntrico e comunista não vejo necessidade dessa demonstração de força fora de hora.
Eu tive pena das pobres crianças que ao invés de palhaços ou animais de balão ganharam do governo uma demonstração de treinamento militar. Espero que os presentes dos pais tenham sido ótimos esse ano.

5 de maio de 2011

Rio - O filme

Como carioca eu não podia deixar de assistir ao filme "Rio", que homenageia a minha cidade maravilhosa. Depois do filme "Turistas" que acabou com toda a boa imagem que o Brasil vinha ganhando lá fora esse novo filme veio para mostrar as belezas naturais para todos que tinham esquecido.
Ele conta a história de Blu, uma arara azul, que foi contrabandeada enquanto era um filhote e foi parar no gelado estado de Minnesota nos Estados Unidos e é criado por Linda. Até que um dia aparece Túlio, um ornitólogo brasileiro, que lhe conta que Blu é o último macho conhecido e que ele achou a última fêmea, Jade. Ele pede que Linda leve Blu para o Rio para que, juntos, eles salvem a espécie.
Chegando na cidade (deixando todos os erros geográficos e biológicos de lado) Linda e Blu conhecem o Carnaval. Os pássaros são colocados em um cativeiro para que se conheçam e, durante a noite e a vigia de um guarda que parece que curte virar mulher durante o carnaval, uma cacatua maligna, Nigel, ajuda os contrabandistas a entrarem no criadouro e roubar todas as aves, incluindo Blu e Jade. Os dois então conseguem escapar e são ajudados por Rafael (um tucano), Pedro e Nico (não faço idéia do que eles sejam) e Luiz (um buldogue) que tentam soltá-los (eles estão acorrentados um ao outro) e Blu quer voltar para Linda.
O final, que é óbvio, mas o diferencial foi que o diretor carioca, Carlos Saldanha, mostra o seu empenho em quase todas as cenas porque, por exemplo, é possível ver por trás do bonde a Igreja do centro da cidade. Eu recomendo a todos que tem amor pela cidade e também pelos que não tem, pois com certeza passarão a amar essa linda cidade.

4 de maio de 2011

Mini-herói e mini-artista

Quando eu fiquei sabendo da história desse menino eu vi que não tinha como, de certa forma, deixar de prestar uma homenagem a essa criança tão especial.
Ele se chama Aidan Reed, tem 5 anos de idade e ano passado foi diagnosticado com leucemia. Seus pais então começaram o tratamento e tudo parecia ser um final feliz pois parece que o seu caso possuía 90% de chance de cura com a quimioterapia, mesmo com todos os efeitos colaterais e procedimentos dolorosos. Mas o que tinha tudo para dar certo começou a dar errado quando as contas do hospital chegaram. Vendo que não possuíam condições de pagar os pais de Aidan, Katie e Wiley, decidiram então vender a casa. Foi então que a sua tia, Mandi Ostein, decidiu colocar os desenhos do sobrinho a venda. Esse hobby normal que o acompanhou pelo tratamento ajudou a salvar sua vida pois foram vendidos 3 mil desenhos quando no começo a idéia era vender apenas 60, pois esse era o número da sorte da tia. Com tantos pedidos a casa da tia se tornou um centro de impressão e envio dos desenhos com alguns assinados pelo artista. Os pedidos vieram de vários lugares do mundo, inclusive daqui do Brasil! No fim das contas os desenhos renderam 47 mil reais, o suficiente para pagar as contas e cancelar a venda da casa. São essas pequenas coisas que às vezes me mostram que ainda podemos ter um pouquinho de fé na humanidade das pessoas. Quem sabe o que aconteceria se fosse a maioria a parcela da sociedade consciente e preocupada com o próximo? Por enquanto só posso imaginar. Mas quem sabe no futuro?

3 de maio de 2011

A reinvenção da Biblía


A Igreja Católica pretende abrir um parque no estado americano do Kentucky com representações diversas da Biblía.
O parque, que já foi aprovado e anunciado pelo governador Steve Beshear, deve ficar pronto em 2014 e está orçado em 150 milhões de dólares. O dinheiro pertence ao grupo "Ark Encounter LLC" que já possui o museu da Criação que possui exibições em tamanho real de histórias do livro. Também é possível ajudar na obra com doações em um site e os valores vão de 500 dólares ou pedaços da arca até 10 mil dólares. Mesmo assim 25% da obra será paga com dinheiro público, o que tem sido bastante questionado, mesmo com todos os empregos e impostos que o parque gerará.
Pesquisas indicam que 63% da população americana visitaria o parque e a média seria de 1,6 milhões de visitantes no primeiro ano com passeios de igrejas e colégios.
No projeto do parque existem: uma arca com o tamanho indicado na Biblía e com casais de animais vivos dentro, duas vilas muradas que mostram a época do antigo e do novo testamento, uma réplica da Torre de Babel de 30 metros de altura e um cinema 5D.
O parque, que vai ter em área um pouco mais que a Disney, é uma tentativa de resgatar os fiéis depois de tantas crises e escândalos como o dos padres pedófilos. Eu, particularmente, visitaria sim esse parque, mesmo sendo contra a igreja católica, como eu também visitaria o Vaticano. Assim como o parque é interessante com as atrações as obras de arte e a história do Vaticano valem muito a pena. Para quem tiver curiosidade e dinheiro, boa viagem.

2 de maio de 2011

Morte do Osama


No dia 11 de Setembro de 2001 o mundo inteiro quando viu na televisão as cenas da queda das Torres Gêmeas em NY, EUA. Eu não me lembro muito bem, tinha apenas 9 anos de idade mas muitas pessoas, mesmo aqui no Brasil, dizem que foi um choque. Eu imagino então o que deve ter passado na cabeça das pessoas que moram lá ou que conheçam alguém que trabalhe lá. A comunidade internacional, pela primeira vez em anos, virou seus olhos para os EUA como vítima e não como agressor. A comoção foi seguida pelo mais forte sentimento anti-terrorismo da história.
Foi muito irônico presenciar o fato que quem financiou boa parte das atividades de Osama e seus companheiros foi o próprio país atacado. Os armamentos que foram entregues para enfrentar os talibãs se voltaram contra o país que os forneceu.
Durante anos a busca por esse homem que todos acreditavam estar escondido em alguma caverna longínqua do Paquistão ou o Afeganistão era considerada prioridade e sua cabeça chegou a valer 25 milhões de dólares.
Depois de anos de busca o presidente Barack Obama declarou ontem que uma ação da inteligência do Exército Americano, em parceria com o governo do Paquistão, localizou o terrorista em uma casa nos arredores de Islamabad no Paquistão onde ele, então, foi morto. O seu corpo estaria em poder do exército.
Se pararmos para analisar existem duas possibilidades:
- a primeira é que Obama, tentando ganhar terreno para a próxima eleição, deve ter pensado que ganharia muitos votos mostrando serviço e dizendo que o inimigo nº1 da América estava morto.
- o outro é que Osama continua vivo e escondido.
Com a primeira eu não tenho nada a dizer. Não vai mudar nada mesmo. Agora, como a maioria das pessoas, eu aposto mais na segunda, principalmente pelo fato de esconderem o corpo e nem exibi-lo quando essa era a expectativa. Na minha opinião se essa história for mentira nós em breve saberemos porque Osama não vai arriscar uma luta interna das facções de terroristas pelo poder e também não vai dar esse gostinho aos Estados Unidos. Agora é esperar para ver.

1 de maio de 2011

Tartaruga no Hóquei

Não tenho muito a dizer da imagem acima. Só achei que depois de comentar sobre Paul, o polvo, e Heidi, a gambá, eu não podia falar sobre o nosso próximo animal vidente.
Não é no futebol ou no oscar, mas sim no hóquei (no Campeonato Mundial, para ser mais exata) que essa tartaruga-de-esporas-africanas de duas cabeças chamada Magdalena vai dar os seus palpites. Quero só ver o que vai acontecer com esse curioso ser.

30 de abril de 2011

Meu Brasil de Hoje

Depois do discurso da nossa "presidenta" de ontem tornou impossível outro assunto meu hoje do que o nosso país. Ontem eu comentei o quanto ele carece do sentimento de nacionalismo e que esse sentimento só aparece em uma época: Copa do Mundo.
Me deixa muito triste de ver como nós mentimos tão bem. Mentimos para a comunidade internacional sobre as nossas maravilhas a ponto de concordarem em sediar aqui eventos tão importantes como a Copa e as Olimpíadas. Tudo isso quando na verdade nossa segurança é péssima, não temos a menor capacidade de abrigar a todos, os estádios estão totalmente atrasados e é provável que aconteça aqui o que aconteceu na África do Sul pois dez aeroportos brasileiros não ficarão prontos, por isso muitas pessoas podem não assistir aos jogos, mesmo com os ingressos em mãos.
Com a pressão internacional e o comentário da Fifa de que " a copa é amanhã e os brasileiros acham que é depois de amanhã" aconteceu uma coisa inédita que só acontece aqui mesmo. Ao invés da pressão para apressar as obras e talvez contratar mais mão de obra há o projeto de uma medida que diminua a força do Tribunal de Contas da União (TCU) para que ele diminua a fiscalização na parte das licitações, que é a principal fonte de dinheiro desviado e foi um dos motivos para o Pan ter custado quatro vezes mais do que o previsto.
Mais uma vez o meu amado Brasil me surpreende. É muito triste acordar todos os dias e praticamente sempre ficar sabendo de algum político safado ou coisa do tipo. Jornal é quase sinônimo de boletim de ocorrência porque quase tudo é negativo. Queria saber o que o governo pensa que está inspirando na minha geração. Óbvio que tem que se preocupar com a miséria do povo e com os investimentos em infra-estrutura. Mas o famoso PAC, que não tem nem 40% de suas obras concluídas, eles pretendem ampliar. Quero investimento em educação de base porque escola técnica não adianta nada se os alunos da escola pública se formam mesmo quando são analfabetos funcionais. Quero ver se no futuro eu vou ter orgulho do meu país ou se esse privilégio será dos meus filhos.

29 de abril de 2011

Casamento Real


Bom, como vocês devem ter percebido com a imagem eu não poderia deixar passar o assunto do momento: o casamento do Príncipe William com a plebéia Kate Middleton.
O casal tem uma longa história que vem desde 2002 quando ambos cursaram a faculdade Sant Andrew na Escócia. Todos já conhecem a história do vestido usado por Kate em um desfile que fez com que o príncipe a olhasse com outros olhos. Depois de uma curta separação (que publicamente foi devido a Real Academia Militar, mas boatos dizem que o príncipe tirou uma foto com as mãos em lugar indevido de uma brasileira, que ironia) o casal voltou com força total e um pedido de noivado, onde o príncipe deu o anel de noivado que pertenceu a sua mãe, a internacional princesa Diana. Mesmo sem o anel era óbvio que as comparações entre nora e sogra seriam inevitáveis.
A festa foi orçada em milhões de dólares e acabou levantando debates como a necessidade da existência da família real. Mesmo com a garantia de que tudo está sendo pago do bolso particular da família real e uma boa ajuda da família de Kate, não muda o fato que a segurança e outros preparativos foram pagos com dinheiro público.
A última pesquisa mostrou que apenas 13% dos britânicos são a favor do fim da nobreza. Mesmo quando ela, de forma geral, custa 38 milhões de libras, ou 98 milhões de reais, por ano aos cofres públicos. Muitos dizem que não há necessidade já que a Rainha não possui nenhum poder político e só serve em último caso como voto de minerva, pois quem decide tudo no país é o parlamento ou o primeiro-ministro. Várias regras consideradas por muitos antiquadas continuam em vigor, um exemplo disso foi o guia com 22 páginas que os convidados receberam ensinando como se portar ou como cumprimentar a rainha.
Acredito que no fundo a família real é muito importante. Quando se pensa bastante nisso um dos maiores problemas para países em todas as épocas é manter a unidade (e um país pequeno como a Inglaterra não está em posição de perder território) e incentivar o nacionalismo. Se compararmos ao Brasil não existe nada que nos una tanto quanto futebol e o Pelé, o que é bem triste. O hino é desconhecido por grande parte da população e orgulho nacional é somente quando é época de copa do mundo. No fundo, eu gostaria de uma família real brasileira, só me preocupo com o tipo de escândalo que teríamos. Com os nossos políticos, me dá até arrepios imaginar a nossa realeza.

28 de abril de 2011

Politicagem


Bom gente, eu vou "politizar" um pouco o blog daqui para frente. Eu tentei evitar alguns assuntos desde o começo (como futebol, religião e política) por acreditar que são coisas muito particulares e porque eu nunca me interessei por futebol. Mas, voltando ao assunto, eu descobri hoje durante a minha caminhada noturna com a minha amiga morta-viva (sim, eu tenho uma amiga zumbi e ela sabe quem é) descobri que eu ando reprimindo as minhas opiniões sobre tudo que está acontecendo por aí e isso é totalmente desnecessário. Eu tenho um blog, ora bolas, e é justamente para isso que ele existe. Só peço a todos que entendam que mesmo que eu pesquise e leia, eu não vi muita coisa acontecendo, por isso, posso falar alguma besteira. Críticas e correções são muito bem-vindas.
Então vamos começar. Nas últimas semanas é recorrente o debate sobre as revoltas nos países africanos cujo povo tenta destronar tiranos que estão no poder a décadas. O mundo todo voltou os olhos para essa área que normalmente é deixada de lado porque todos estão desejando um futuro diferente para os futuros governos.
No tão chamado "oriente", que para mim é uma nomenclatura tão antiga, todas as esperanças estão na luta do povo por uma democracia e que as eleições que já estão marcadas ocorram calmamente. Mas todos sabem que no fundo eles desejam governantes que não tenham ódio de países com os EUA. Ditadores não foram tão criticados enquanto apoiassem tais países, tudo que eles não querem é outro Irã em uma área que, com tanto petróleo, não pode ser perdida.
Pelo outro lado estão as forças muçulmanas que, depois do golpe que deu certo no Irã e que continua até hoje com Mahmoud Ahmadinejad, descobriram que gostam bastante do poder e por isso estão tentando estender seu controle para outros países e impor a sua religião e seus costumes (como a burca obrigatória e o açoitamento público) a todos.
De minha parte eu também espero a democracia. Não para agradar os europeus ou os EUA mas sim porque eu acredito que só em uma democracia a liberdade de pensamento de fato ocorre. Eu não concordo com a burca mas concordo menos ainda com a lei que o presidente Sarkozy que proíbe que as mulheres usem a burca em locais públicos. Ele trocou a repressão religiosa por uma política e só comprou uma briga desnecessária. No mundo de hoje que todos dizem ser tão globalizado me surpreende o fato que as pessoas continuam tão intolerantes. Eu li, no outro dia, uma matéria na revista "Galileu" que falava de um estudo que mostrava o quanto errar é humano. Por que será que as pessoas radicais, de qualquer lugar ou religião do mundo, acham que, não apenas estão sempre certas, como todo o resto está errado? Para mim, nesse caso, não existe certo ou errado. Cada um é livre para viver como achar melhor, respeitando sempre o espaço do próximo. Religião, orientação sexual, nacionalidade, é uma coisa pessoal que não é da conta de ninguém. Só gostaria que o ser humano se tornasse um pouco mais tolerante e pensasse no bem estar do outro, não apenas no próprio bolso.